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O Cálcio para pacientes renais

O que é insuficiência renal crônica?

A insuficiência renal crônica (IRC) é o resultado das lesões renais irreversíveis que tornam o rim incapaz de realizar as suas funções, ocasionando o acúmulo no organismo de água, toxinas e eletrólitos (fósforo, cálcio, sódio, potássio) que não conseguem ser eliminados na urina. A produção de hormônios responsáveis pelo controle da pressão arterial e pela produção e liberação de glóbulos vermelhos também fica prejudicada em pacientes com insuficiência renal. Muitas vezes a destruição renal progride pelo desconhecimento e descuido dos portadores das doenças renais.

Quais são as causas/ fatores de risco, da insuficiência renal?

- Diabetes

- Hipertensão arterial (pressão alta)

- Nefrites (inflamações dos rins)

- Rins policísticos (múltiplos cistos nos rins)

- Cálculos renais (pedras nos rins)

– Infecções urinárias de repetição

Quais os sintomas da insuficiência renal?

-Prurido (coceira) na pele devido ao acúmulo de fósforo no sangue

-Elevação da pressão sangüínea, ocasionando hipertensão

-Anemia, fraqueza e desânimos constantes

-Náuseas e vômitos freqüentes

-Azia e mau hálito

-Vontade freqüente de urinar principalmente à noite

-Inchaço nos tornozelos ou ao redor dos olhos

Como diagnosticar a doença?

Através dos exames de urina que pode detectar perda de proteínas e de sangue para dosar a uréia, creatinina e fósforo, substâncias cujas concentrações se elevam quando os rins estão insuficientes.

Como tratar a doença?

Se a doença continuar destruindo o rim até atingir 90% de sua atividade, os 10% restantes muito pouco poderão fazer para manter a saúde do paciente. Neste caso, as medidas de prevenção podem ajudar muito pouco, tornando-se necessário o uso da diálise e/ou o transplante renal. Existem dois tipos de diálise: hemodiálise e diálise peritoneal.

O que é hemodiálise?

A hemodiálise é um procedimento que ajuda a limpar e filtrar o sangue. Retira o excesso de sal e líquidos do organismo; controla a pressão arterial e ajuda o corpo a manter o equilíbrio de substâncias químicas como sódio, potássio, uréia e creatinina. Em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões que duram em média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, em clínicas especializadas neste tratamento. Porém este procedimento não substitui totalmente um rim normal; por isso é necessário que o paciente faça uma dieta controlada com o acompanhamento de um médico nefrologista e de uma nutricionista especializada nesta área.

O que é diálise peritoneal?

A diálise peritoneal ou CAPD (Diálise Ambulatorial Peritoneal Contínua) é outro procedimento que substitui o trabalho dos rins. Do mesmo modo que a hemodiálise retira o excesso de água e substâncias químicas que deveriam ser eliminadas pela urina. O procedimento, porém, é diferente. Este tipo de diálise usa o revestimento do abdome para filtrar o sangue.

Uma solução purificadora, flui por um tubo especial para o abdome. A filtração é feita por minúsculos vasos de sangue da membrana peritoneal para uma solução purificadora. Depois de várias horas, este liquido purificador é escoado do abdômen e leva os resíduos do sangue com ele. Esse procedimento é realizado quatro ou cinco vezes por dia e pode ser feito pelo próprio paciente em casa.

O que é o transplante renal?

O transplante é a substituição dos rins doentes por um rim saudável de um doador. É o método mais efetivo e de menor custo para a reabilitação de um paciente com insuficiência renal crônica terminal. O doente pode receber um rim de um membro de sua família (doador vivo-relacionado) ou de uma pessoa que morreu recentemente (doador cadáver).

O novo rim pode começar a trabalhar imediatamente ou pode levar algumas semanas para funcionar. É muito importante que o sangue e tecidos do doador sejam compatíveis com o do paciente, ajudando a impedir a rejeição do novo rim.

A importância do controle do fósforo e cálcio

Como nos pacientes renais o rim não consegue exercer sua função, ocorre o acúmulo de eletrólitos (fósforo, cálcio, sódio, potássio), toxinas, água que não conseguem ser eliminados na urina, ficando então acumulados no organismo.

 

Fósforo e Cálcio

 

* O fósforo e o cálcio são dois minerais que ajudam a manter a integridade dos ossos e dentes. Quando estão em desequilíbrio o excesso de fósforo faz com que o cálcio seja retirado dos ossos. Portanto, para prevenir sérios danos aos ossos, é importante manter o fósforo em níveis adequados no sangue.

* O fósforo pode ser encontrado em vários alimentos e a maioria dos alimentos que contém grandes quantidades de cálcio contém também fósforo. Os alimentos derivados do leite, carnes, ovos, legumes e a casca dos cereais contêm cálcio e fósforo. Como o organismo precisa de cálcio, mas não pode ter excesso de fósforo, é necessária uma dieta bastante equilibrada nas quantidades destes dois elementos. Os procedimentos de diálise (hemodiálise ou CAPD) não conseguem eliminar o fósforo que fica em excesso na corrente sanguínea e é tóxico ao organismo. Para que este excesso de fósforo possa ser eliminado do organismo é necessário o uso de medicamentos que impeçam a absorção de fósforo nos intestinos, são os chamados quelantes de fósforo, dentre os quais o mais eficaz e de menor efeito colateral é o carbonato de cálcio.

O carbonato de cálcio capta as moléculas de fosfato (sais de fósforo) transformando-as em fosfato de cálcio, que são compostos insolúveis aos quais são eliminados pelas fezes.

O fósforo em excesso pode se depositar na pele causando prurido intenso (coceira). Para amenizar o prurido, deve-se evitar coçar e manter a pele limpa e hidratada com cremes específicos para tal (cremes anti-pruriginosos).

 

 

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